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Bullying no Ambiente de Trabalho

Bullying

A partir do início do século XXI começamos a ter uma maior percepção da violência dentro do ambiente de trabalho, muitas vezes motivada pela desigualdade social e preconceito entre colegas. Assim, foi identificado que esse tipo de comportamento influencia muito na realidade em que vivemos.

As formas mais comuns de bullying são criadas por colegas que “colocam” apelidos ou agridem os outros, e estes precisam se defender diante destas agressões, muitas vezes as pessoas agredidas ficam sem reação e não conseguem ter defesa e com isso acabam sofrendo com problemas psicológicos, precisando muitas vezes de acompanhamento com psicólogos e psicopedagogos.

Há anos estas atitudes eram avaliadas como brincadeiras entre colegas, apenas com o passar dos anos, esses atos começaram a ser estudados e foram identificados os prejuízos que causam às vítimas.

O bullying é o conjunto de agressões repetitivas e intencionais, adotado por pessoas de um mesmo meio, que causa muita aflição e sofrimento a quem está sendo vítima deste tipo de violência. Estas atitudes levam às pessoas a se excluírem do grupo, por causarem traumas psíquicos em suas vítimas.

São caracterizados como Bullying:

  • Fazer perseguição;
  • Colocar apelidos no colega;
  • Humilhar, mesmo que em tom de brincadeira;
  • Discriminar o colega por qualquer motivo que seja;
  • Isolar, excluir ou ignorar;
  • Causar sofrimento;
  • Agredir, bater, chutar e empurrar;
  • Quebrar pertences do colega;
  • Dominar e intimidar;
  • Fazer gozações.

O Bullying é o comportamento agressivo dirigido à vítima que é incapaz de se defender, tem o objetivo de provocar incômodo e obter controle sobre à pessoa, normalmente os agressores visualizam suas vítimas como um alvo fácil e estas podem se tornar pessoas com baixa autoestima e agressivas.

O Bullying pode ser praticado principalmente de três formas:

  • Indireto – geralmente acontece ao excluir alguém de um grupo ou de atividades, espalhar boatos ou manipular a vida social dos colegas;
  • Direto e físico – é realizado ao bater na vítima, extorquir dinheiro, fazer ameaças, obrigar a realizar tarefas ou estragar objetos;
  • Direto e verbal – Apelidar os colegas, fazer gozações, comentários racistas ou destacar alguma deficiência dos colegas.

As vítimas de Bullying tendem a ter baixa autoestima, sintomas depressivos, insegurança, ansiedade e em alguns casos problemas na saúde física, sendo que a consequência mais grave é o suicídio. Há estudos que indicam que agressores podem evoluir seu quadro, saindo de praticantes de Bullying a delinquentes e criminosos mais sérios.

Matéria sobre Bullying no Ambiente de Trabalho

Características das vítimas

Vítima é aquele que com frequência sofre com provocações ou com agressões físicas, sem que haja algum motivo. As vítimas geralmente são deprimidas, têm poucos amigos e sofrem rejeição dos outros colegas. São pessoas com falta de confiança, que convivem com medo e com dificuldade de interação social.

Características de quem sofre com o Bullying:

  • Perda de interesse no trabalho, inclusive no desempenho e na vida familiar;
  • Diminuição da qualidade do trabalho desenvolvido;
  • Dificuldade de concentração;
  • Falta de interesse nos eventos da empresa;
  • Desistência das atividades que gosta;
  • Tornar-se uma pessoa isolada e retraída;
  • Sensação de estar sempre sendo perseguido;
  • Dificuldade em fazer amizades;
  • Sempre é alvo de chacota;
  • Não consegue se defender das provocações;
  • Possui alteração de humor;
  • Geralmente é tímido, calado e isolado;
  • Chora com facilidade, possui oscilação de humor, é sensível, ansioso e preocupado;
  • Pensa muito em fugir ou em suicídio.

Os autores de Bullying geralmente pertencem a família mal estruturadas, com pouca afetividade, excesso de tolerância, ausência de limites, e maus tratos. Outras características também influenciam no comportamento agressivo, entre elas estão a hiperatividade, dificuldade de atenção, baixos índices de aprendizagem e distúrbios comportamentais.

As consequências do Bullying afetam a todos os envolvidos, mas a vítima é sempre a mais afetada, ela pode continuar sofrendo por anos ou por toda a sua vida. Tendem a sofrer de depressão e baixa autoestima.

No Brasil há dois programas de combate ao Bullying, que são: Programa de Redução do comportamento Agressivo entre Estudantes e Programa educar para a Paz. Os programas têm a finalidade de mostrar as consequências do Bullying na vida das vítimas e dos agressores.

As instituições precisam ter a preocupação de inserir valores humanos em seus cotidianos, para isso é muito importante a contratação de pedagogos e psicopedagogos, mesmo no ambiente empresarial, para estimular o convívio e o respeito aos outros, tentando fazer uma conexão entre as pessoas, de forma que percebam que não devem utilizar agressões físicas nem psicológicas com os colegas.

Independente da agressão, o Ministério Público não distingue o Bullying do Assédio Moral, os dois são classificados como conduta abusiva e passível de punição. Geralmente, no ambiente de trabalho, quem sofre com o Bullying costuma não demonstrar incômodo, acreditando que seria prejudicado no trabalho.

Alguns comportamentos que podem ser caracterizados como Bullying:

  • Críticas desnecessárias;
  • Piadas de mau gosto;
  • Isolar ou excluir o colega de trabalho;
  • Gritar com os colaboradores;
  • Culpar os colegas de trabalho sem motivo;
  • Fazer repressão por ter opinião diferente dos outros.

A pessoa que sofre com o Bullying, precisa ter apoio psicológico para conseguir recuperar a autoestima, motivação, confiança e voltar a ter qualidade de vida, tanto profissional quanto pessoal.

É importante explicar que o agressor pode ser demitido por justa causa e também responder a processos por danos morais.

Para a empresa evitar que haja bullying no ambiente de trabalho, pode o pedagogo, trabalhar para minimizar estas ações, com as seguintes atitudes:

  • Incentivar o respeito à diversidade;
  • Promover ações de conscientização a respeito das condutas de cada um;
  • Tornar o ambiente mais colaborativo;
  • Realizar pesquisas sobre o clima organizacional;
  • Capacitar os gestores para serem bons líderes.

Na vida, nunca seja vítima ou agressor, seja sempre humano. Se coloque sempre na condição do outro.

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