Teoria da Burocracia

A Teoria da Burocracia surgiu a partir da necessidade de estabelecer ordem e mais rigor dentro das empresas. Por volta de 1947, com o crescimento do capitalismo e a grande preocupação com as práticas que eram adotadas na era da Revolução Industrial, a Teoria da Burocracia se tornou popular.

Max Weber foi o precursor da Teoria da Burocracia, ficou famoso por apresentar a teoria das estruturas e autoridade. Ele destacava que o sistema de produção moderno, racional e capitalista teve origem através do surgimento de novos conjuntos de normas sociais e estas normas posteriormente receberam o nome de Teoria da Burocracia.

Vamos analisar os tipos de autoridades apresentadas por Max Weber, são elas: autoridade tradicional, autoridade carismática e autoridade legal ou burocrática.

  • Autoridade Tradicional – Os subordinados aceitam as ordens de superiores sem questionar os motivos. Não é racional, o poder é herdado. Possui forma patrimonial e feudal. Exemplo: família, tribo e sociedade medieval.
  • Autoridade Carismática – Os subordinados aceitam as ordens de superiores quando são justificadas. O superior precisa ser carismático e líder. Subordinados são escolhidos pela lealdade ao líder e não pelas qualificações. Exemplo: partidos políticos e grupos revolucionários.
  • Autoridade Legal ou Burocrática – Os subordinados aceitam as ordens dos superiores por concordarem que algumas normas são legítimas. É legal, racional, impessoal e formal. Exemplo: grandes empresas, exército e os estados modernos.

A autoridade legal ou burocrática é a base da Teoria da Burocracia e está fundamentada em:

  • Poder legal das normas – As empresas são controladas por normas e regulamentos, todas as decisões são realizadas com base nessas regras. Ou seja, as decisões são tomadas conforme as normas estabelecidas e não pela vontade de cada um.
  • Poder formal da comunicação – A comunicação deve ser realizada de forma escrita para evitar que haja duplicidade no entendimento. Todas as ações devem ser registradas e detalhadas.
  • Divisão racional do trabalho – As atividades devem ser divididas, para que qualquer trabalhador possa ser especialista em determinada área e em um curto espaço de tempo. Esta divisão racional do trabalho também foi abordada na Administração Científica.
  • Impessoalidade – A distribuição das tarefas e as regras são realizadas de forma impessoal, apenas com base no cargo que elas ocupam, sem considerar motivos pessoais ou emocionais para as escolhas dos funcionários.
  • Rotina – As regras e organizações fixas garantem maior disciplina e controle da organização.
  • Competência – A seleção e a promoção dos colaboradores têm base no mérito de cada um.
  • Especialização – Geralmente os gestores das empresas não são os proprietários ou acionistas, e sim profissionais capacitados que buscam alcançar os objetivos da empresa de forma impessoal e profissional.

Com base nos dados acima, podemos concluir que a Teoria da Burocracia leva às empresas a uma especialização das funções de cada pessoa envolvida nas atividades da organização. Há hierarquia de comando e também responsabilidade de cada um com suas obrigações.

Vantagens da Teoria da Burocracia

  • Precisão nas operações;
  • Racionalidade;
  • Competência técnica;
  • Rapidez na tomada de decisões;
  • Informações passadas apenas às pessoas envolvidas na tarefa;
  • Padronização das atividades;
  • Constância na tomada de decisões;
  • Redução de desentendimentos entre pessoas;
  • Confiança.

Os gestores precisam ter cuidado para não transformar a empresa em um ambiente rigoroso e frio, apenas preocupado com o controle e deixando de lado seus objetivos organizacionais.

Funções dos objetivos organizacionais

A principal função que faz parte do objetivo de toda organização é a eficiência geral da empresa e ela é alcançada através de:

  • Orientação quanto o que deve ser feito em determinadas situações;
  • Constituição de um ambiente que justifique as atividades da organização;
  • Criação de padrões para avaliar os resultados da empresa;
  • Criação de unidades de medida para que os analistas tenham a possibilidade de comparar a produtividade.

Na teoria da Burocracia, o Homem Organizacional tem muito destaque, pois através dele é que a teoria consegue ser eficaz, diferentemente da Teoria Clássica que se destacava o “homo economicus” e na Teoria das Relações Humanas teve destaque o “homem social”.

A figura do Homem Organizacional foi muito importante para que as organizações conseguissem obter êxito e para um homem ser considerado um Homem Organizacional é preciso:

  • Ser flexível: saber lidar com as mudanças que ocorrem dentro e fora da organização;
  • Tolerar bem as frustrações: evitar o desgaste pessoal que vem em decorrência dos conflitos entre a organização e os indivíduos. As empresas precisam criar normas que resolvam os problemas sem desgastar as pessoas envolvidas;
  • Estimular o trabalho: estimular o trabalho com a finalidade de alcançar os objetivos da organização, priorizando as atividades organizacionais;
  • Estimular o desejo de crescimento: estimular sempre os envolvidos nas atividades organizacionais a procurar executar o trabalho de forma eficiente para que mediante oportunidade seja possível obter crescimento profissional dentro da organização.

Através do que foi exposto é possível concluir que na Teoria da Burocracia, o gestor tem a possibilidade de trabalhar de forma organizada e voltado para as questões internas da organização, porém sem deixar de perceber as questões exteriores que são primordiais para o crescimento de qualquer empresa.

Referências

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 8 ed. São Paulo: Campus, 2011.

MOTTA, Fernando Cláudio Prestes. VASCONCELOS, Isabela Gouveia. Teoria Geral da Administração. 3 ed. São Paulo: Pioneira Thonson Learning, 2006.

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