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Controle Financeiro Através de Fluxo de Caixa

Fluxo de Caixa

Este artigo visa responder à questão: Como os microempresários utilizam o fluxo de caixa como instrumento de tomada de decisão? Tem por objetivo mostrar a importância do fluxo de caixa na administração de microempresas, avaliando pontos relevantes na tomada de decisões e assim, facilitar o planejamento e o controle de recursos financeiros. Para alcançar esse objetivo foi realizada uma pesquisa descritiva, os dados foram analisados qualitativamente através de questionário com perguntas abertas e fechadas, a pesquisa foi realizada com os gestores das microempresas.


O atual cenário brasileiro vem apresentando constantes mutações e isso faz com que haja pouca estabilidade para os microempresários e o fluxo de caixa os leva a conhecer o capital necessário para cumprir com os compromissos diários e também para evitar que exista insuficiência de caixa ou até mesmo corte nos créditos, sendo assim, a boa administração do fluxo de caixa pode evitar prejuízos à empresa.

Para Zdanowicz (1998b, p. 127) “o fluxo de caixa é de vital importância para a eficácia econômico-técnico-financeira e administrativa das empresas”.

Sendo assim o fluxo de caixa oferece informações que ajudam na tomada de decisões. Mostra a previsão, o controle e o registro de entradas e saídas financeiras durante um determinado período, consta informações a respeito da vida econômica da empresa e se há capacidade da empresa aplicar recursos ou necessidade de buscar empréstimos.

Os administradores de microempresas têm buscado cada vez mais, estratégias para superar os desafios que encontram no dia-a-dia. A falta de recursos financeiros, o alto custo para a captação, a falta de planejamento e de controle, contribuem muito para que as empresas encerrem suas atividades, portanto este trabalho tem por objetivo mostrar a importância do fluxo de caixa na administração de micro empresas, avaliando pontos relevantes na tomada de decisões e assim, facilitar o planejamento e o controle de recursos financeiros.

O estudo ainda busca conhecer e mostrar estratégias a respeito da utilização do fluxo de caixa como instrumento de tomada de decisão nas microempresas da região do Polo de modas da Glória, no município de Vila Velha – ES.

Portanto, quanto aos fins foi realizada uma investigação exploratória e descritiva procurando um maior entendimento sobre como a aplicação do fluxo de caixa influência na tomada de decisão nas microempresas do Polo de Modas da Glória. E quanto aos meios foi realizada uma pesquisa de campo, pelo fato de visar detalhar um determinado assunto em apenas algumas empresas da região do Polo de Modas da Glória.

Foram escolhidos para a realização da pesquisa os gestores de microempresas do Polo de modas da Glória. A pesquisa contará com questionários, com perguntas abertas e fechadas, que serão distribuídos a administradores de microempresas, onde se determinou a população de amostra selecionando casualmente dez microempresas constantes no Polo de Modas da Glória.

Os dados foram analisados quantitativa e qualitativamente, utilizando a pesquisa explicativa para ajudar nas análises e estruturações do trabalho.

Zdanowicz (1998a) foca no controle financeiro e destaca que o fluxo de caixa simula a movimentação de numerário diários da empresa, analisando o panorama de suas entradas e saídas de caixa.

É de fundamental importância o estudo do fluxo de caixa, pois é através dele que se consegue diagnosticar eventuais excedentes ou escassez de caixa, podendo assim tomar medidas para sanar os problemas encontrados.

Portanto, pode-se evidenciar que sem controles financeiros uma empresa não tem condições de tomar decisões e corre risco de reduzir retorno, ter prejuízo e ser levada à falência.

Matarazzo (2003, p. 363) registrou que: “a demonstração do fluxo de caixa é peça imprescindível na mais elementar atividade empresarial e mesmo para pessoas físicas que se dedicam a algum negócio”.

A apresentação dos fluxos de caixas para Gitman (2002, p. 81) “fornece uma visão instantânea do fluxo de caixa da empresa em um dado período de tempo”.

A empresa que não faz uso do fluxo de caixa, não conhece suas obrigações e oportunidades, pelo fato de não analisar os saldos de caixa real e os previstos, geralmente nem mesmo possuem controle de quando e quanto tem a pagar e a receber, devido a essa falta de controle a empresa pode ser levada à falência.

Sendo assim, é de extrema importância entender, utilizar e analisar o fluxo de caixa para que seja feito um bom gerenciamento e que a empresa consiga sucesso. Sem o devido controle financeiro, não existe a possibilidade de tomar decisões acertadas, pelo fato de não haver informações sobre a situação da empresa, e muito menos fazer projeções futuras a respeito dos prováveis acontecimentos.

Portanto, este estudo visa contribuir para que as microempresas apurem a importância na utilização do fluxo de caixa e tenham base para desenvolver esse instrumento de tomada de decisão e o utilizem para obter controle financeiro.

Gestão Financeira

De acordo com a Nova enciclopédia Barsa (2000, p. 387): “empresa é a entidade econômica que administra e controla uma ou mais unidades técnicas de produção, distribuição ou prestação de serviços”.

De acordo com Cassarro (1999, p. 2) “empresa é uma entidade jurídica que tem como obrigação apresentar lucro, lucro este suficiente para permitir sua expansão e o atendimento das necessidades sociais”.

A Nova enciclopédia Barsa (2000, p. 387) enfatiza que:

A empresa pública pode estar subordinada diretamente à administração central, caso em que constitui um serviço público industrial (casa da moeda, correios e telégrafos, serviço de abastecimento de água etc.); estar organizada sob a forma de autarquia, entidade dotada de personalidade jurídica, com autonomia jurídica e financeira; estar organizada sob a forma de sociedade anônima, de que o estado é o único acionista, caso em que se constitui a empresa pública propriamente dita.

Constando ainda na Nova enciclopédia Barsa (2000, p.387):

As empresas privadas são civis ou comerciais. Quando as sociedades civis visam uma finalidade de ordem econômica – sociedades cooperativas, de exploração agrícola ou de prestação de serviços – organizam-se como empresas. As sociedades comerciais, que se constituem sempre como empresas, podem revestir-se de uma das seguintes formas: sociedade em nome coletivo; sociedade por quotas de responsabilidade limitada; sociedade de capital e indústria; sociedade em comandita simples ou por ações; sociedade por ações ou sociedade anônima.

Sendo assim, entende-se por empresa um conjunto de meios, com a intenção de exercer uma atividade particular ou pública, que produz bens e/ou serviços com o objetivo de atender a algum tipo de necessidade.

O Fluxo de Caixa

Segundo Figueiredo e Caggiano (1997) o fluxo e caixa é de fundamental utilização em uma empresa, pois através dele são baseadas as mensurações contábeis. Os administradores e os investidores se interessam muito pelo fluxo de caixa gerado pelos ativos da empresa. O fluxo de caixa além de ser o problema central de sobrevivência de uma empresa é também essencial para que os objetivos da empresa sejam alcançados.

Assaf Neto e Silva (1997, p. 35) definem fluxo de caixa como:

Um instrumento que relaciona os ingressos e saídas (desembolsos) de recursos monetários no âmbito de uma empresa em determinado intervalo de tempo. A partir da elaboração do fluxo e caixa é possível prognosticar eventuais excedentes ou escassez e caixa, determinando-se medidas saneadoras a serem tomadas.

Ainda no entendimento de Assaf Neto e Silva (1997, p. 38) o fluxo de caixa “é um processo pelo qual a empresa gera e aplica seus recursos de caixa determinados pelas várias atividades desenvolvidas”.

Para Zdanowicz (1998 b, p. 33) “o fluxo de caixa é o instrumento que permite demonstrar as operações financeiras que são realizadas pela empresa”. Isso implica em melhores decisões e análises em relação a aplicação de recursos financeiros da empresa.

Desta forma, pode-se dizer que o fluxo de caixa é um relatório gerencial onde informa a movimentação de entradas e saídas, em um determinado período. O fluxo de caixa mostra a origem de tudo o que entra em caixa e a aplicação do dinheiro que sai, além das contas a receber e a pagar. Contudo, o fluxo de caixa leva o gerente à elaboração de um planejamento financeiro eficiente.

Para Brigham e Houston (1999, p. 28) “o principal objetivo do administrador é maximizar o valor de sua empresa. O valor é embasado nos lucros e no fluxo de caixa que se espera que a empresa proporcione no futuro”.

Gitman (2002) enfoca que o administrador observa o fluxo de caixa e nutre a solvência da empresa. Ele faz isso analisando e planejando o fluxo de caixa para atender as obrigações e obter os ativos indispensáveis ao cumprimento dos objetivos da organização.

Assaf Neto e Silva (1997, p. 35) enfatizam que “contextos econômicos modernos de concorrência de mercado exigem das empresas maior eficiência na gestão financeira de seus recursos, não cabendo indecisões sobre o que fazer”.

Sendo assim, o sucesso da empresa depende de como ela é gerenciada e da capacidade do administrador. Portanto, caso ele se envolva em apenas algumas áreas da organização, não irá conseguir fazer controles eficientes e o resultado disso será o declínio do patrimônio.

Diante do exposto, há a necessidade de sustentar um bom gerenciamento e planejar os controles financeiros, assim pode refletir em sucesso para a empresa e reduzir a probabilidade de um futuro fracasso.

Zdanowicz (1998 b, p. 42) evidencia que “numa conjuntura econômica, como a brasileira, nenhuma empresa pode se dar ao luxo de deixar seus recursos ociosos”.

Conforme Assaf Neto e Silva (1997, p. 35) “o objetivo básico da função financeira é promover a empresa de recursos de caixa suficientes de modo a respeitar os vários compromissos assumidos e promover a maximização de seus lucros”.

Desta forma, pode-se mostrar a fragilidade da administração em entender a necessidade de controle financeiro como elemento de tomada de decisão, e isso provoca grande desordem e redução de oportunidades.

Gitman (2002, p.109) esclarece que:

A liquidez de uma empresa é medida pela sua capacidade para satisfazer suas obrigações de curto prazo, na data de vencimento. A liquidez refere-se a solvência da situação financeira global da empresa – a facilidade com a qual ela pode pagar suas contas.

Groppelli e Nikbakht (1998, p. 402) afirmam que o fluxo de caixa “ajuda a apontar áreas de fragilidade nas posições do caixa da empresa e em sua capacidade de saldar dívidas”.

Desta forma, pode-se observar que o fluxo de caixa é um demonstrativo financeiro que avalia e analisa a situação da empresa, além de fazer uma antecipação das decisões.

Métodos para demonstração de fluxo de caixa

Para Zdanowicz (1998 b) o fluxo de caixa permite que se evidencie as operações financeiras realizadas pela empresa e isso possibilita que sejam feitas melhores análises e se tome melhores decisões em relação a aplicação dos recursos que a empresa tem disponível.

Segundo Pivetta (acesso em 29 de outubro de 2007)

Devido à simplicidade de sua estrutura, que muitas vezes prescinde de áreas, departamento e seções, a principal contribuição do fluxo de caixa é exatamente na compreensão dos efeitos das decisões tomadas, com relação às disponibilidades da empresa. O empreendedor, ao conceder prazo para pagamento ou descontos aos clientes, pode gerar a necessidade de capitação de recursos para pagamento das obrigações e, consequentemente, implicar na inocorrência de despesas financeira. E isso deve ser considerado custo da operação, ao calcular-se, por exemplo, os preços para vendas a prazo. A contribuição do fluxo de caixa é, portanto, fundamental no entendimento do funcionamento da própria empresa e das implicações das decisões tomadas.

Pivetta (acesso em 29 de outubro de 2007) ressalta também que:

A sobrevivência antecede o sucesso. A única pré-condição para a sobrevivência da empresa é a disponibilidade de dinheiro na mão quando você realmente precisar. Ficar sem dinheiro significa ficar fora do negócio. A administração do caixa é uma condição decisiva para a sobrevivência e o sucesso de uma pequena empresa.

Para se obter uma boa gestão financeira, é preciso utilizar ferramentas de gerenciamento, como o fluxo de caixa, que tem como objetivo orientar e planejar os recursos disponíveis na empresa. Também é possível mostrar as necessidades e oportunidades para se aplicar os excedentes de caixa nas áreas lucrativas da empresa.

O fluxo de caixa é entendido por Gitman (2002) como o instrumento usado pelo gestor financeiro, com o desígnio de apurar os somatórios de ingressos e somatórios financeiros da empresa em um determinado período, prognosticando se existirá excedente ou escassez de caixa.

Portanto a demonstração do fluxo de caixa ajuda o gestor na elaboração de um bom planejamento financeiro. Por meio deste planejamento é possível saber o montante de empréstimos que irá contrair ou quanto irá aplicar gerando assim um maior rendimento para a empresa.

As demonstrações contábeis não representam por si só, informações compatíveis para tornar eficaz a gestão empresarial, com isso são necessários a utilização de demonstrativos simplificados.

Conforme Gazzoni (2003) as demonstrações do fluxo de caixa podem ser elaboradas pelo método direto, onde mostra primeiro o valor referente à receita pela venda de mercadorias e serviços e em seguida subtrai os valores de pagamento a fornecedores, encargos sociais e salários, também os impostos entre outras despesas, já o método indireto mostra primeiro o lucro líquido proveniente da demonstração do resultado do exercício e em seguida adiciona os valores que não representam desembolso de caixa, ou seja, depreciação, amortização, aumento ou diminuição de fornecedores, compras a prazo, contas a pagar entre outros.

A demonstração do fluxo de caixa é muito importante para auxiliar na gestão e evitar problemas com liquidez. É utilizada para mostrar de que forma serão pagos os compromissos da empresa, de que forma será gerado o caixa, enfim para planejar e administrar as fontes e necessidades de caixa.

O estudo das teorias acima mostra o valor do fluxo de caixa como instrumento de tomada de decisão e estratégico na administração. Sua finalidade primária é fornecer informação a respeito dos recebimentos e pagamentos de caixa, já o objetivo secundário é promover informação aproximada das atividades operacionais, atividades de investimento e atividades e financiamento da empresa.

Objetivos da utilização do fluxo de caixa

Através do fluxo de caixa há a possibilidade de identificar se em um determinado período, uma empresa poderá cumprir com os compromissos assumidos, e também conhecer suas contas a receber. Os compromissos assumidos são geralmente as compras feitas a prazo, os salários dos funcionários, e as contas a pagar como contas de água e luz.

Conforme Garrison e Noreen (2001, p. 553):

O objetivo da demonstração do fluxo de caixa é destacar as principais atividades que, direta ou indiretamente, causam impacto no fluxo de caixa e, assim, influenciam o saldo geral de caixa. Os gerentes prestam atenção ao caixa por razão muito boa – sem caixa suficiente nos momentos certos, a empresa pode perder oportunidades de ouro ou mesmo ir a falência. A demonstração do fluxo e caixa é um instrumento analítico e valioso tanto para gerentes quanto para investidores e credores, embora os gerentes sejam mais propensos a se interessar pelos demonstrativos projetados do fluxo de caixa, elaborados como parte do processo orçamentário.

Segundo Assaf Neto e Silva (1997, p. 36) “o fluxo e caixa descreve as diversas movimentações financeiras da empresa em determinado período de tempo, e sua administração tem por objetivo preservar uma liquidez imediata essencial à manutenção das atividades da empresa”.

Para Zdanowicz (1998 b, p. 126) a intenção do fluxo de caixa é “detectar se o saldo inicial de caixa adicionado ao somatório de ingressos, menos o somatório de desembolsos em determinado período, apresentará excedentes de caixa ou escassez de recursos financeiros pela empresa”.

Zdanowicz (1998 b, p. 41) explica também que os principais objetivos do fluxo de caixa são:

  • Programar os ingressos e os desembolsos de caixa, de forma criteriosa, permitindo determinar o período em que deverá ocorrer carência de recursos e o montante, havendo tempo suficiente para as medidas necessárias;
  • Permitir o planejamento dos desembolsos de acordo com as disponibilidades de caixa;
  • Determinar quanto de recursos próprios a empresa dispõe em dado período, e aplica-los de forma mais rentável possível, bem como analisar os recursos de terceiros que satisfaçam as necessidades da empresa;
  • Financiar as necessidades sazonais da empresa.

Sendo assim, o fluxo de caixa é um instrumento de planejamento e de tomada de decisões muito utilizado pelos microempresários. O objetivo deste instrumento é planejar e controlar, mostrando as entradas e saídas em um determinado período, e ajudar os gestores nas tomadas de decisões sobre a ausência ou excesso de dinheiro ou até mesmo se a implantação de um novo negócio será viável ou não, mostrando se o caixa conseguirá cobrir todas as aplicações.

Análise de Dados

Foram pesquisadas vinte empresas do Polo de Modas da Glória (Vila Velha, Espírito Santo), foi constatado que as empresas visitadas têm em média 7,5 anos de atuação no mercado e possuem em média 19 funcionários cada, sendo que em média 2 funcionários trabalham diretamente ligados aos controles financeiros.

Dos administradores entrevistados, 30% informaram que nos últimos anos o resultado financeiro das empresas melhorou e 70% disseram que não houve alterações. Quando perguntados com base em quais relatórios podem ter essas informações 40% deles responderam conseguir avaliar o resultado da empresa através da utilização do fluxo de caixa.

Para melhorar o desempenho e a competitividade ante os concorrentes, os administradores responderam que as áreas que mais necessitam aprimorar são: marketing e treinamento de funcionários (30% e 20% respectivamente), 15% disseram qualidade, apenas 10% dos entrevistados responderam fluxo de caixa.

Gráfico: Áreas

Foi pesquisado se os gestores utilizaram algum tipo de consultoria para organizar a empresa em que trabalham e 50% deles responderam positivamente à questão, destes 60% disseram que utilizaram consultoria na área de marketing, 40% na área de planejamento e também apenas 40% na área financeira.

Foram perguntados se há necessidade de orientação na área financeira e 10% responderam não haver necessidade, 40% responderam que há pouca necessidade e o restante, ter muita necessidade.

Em relação às principais dificuldades encontradas em termos financeiros, 40% disseram encontrar dificuldades devido à forte concorrência e outros 40% disseram encontrar dificuldades devido à inadimplência, em sequência foi relatado por 10% dos entrevistados que a grande dificuldade está na falta de controle financeiro.

Gráfico: Dificuldades Financeiras

Há uma determinada incoerência nas respostas dos gestores, pois se precisam de pouca orientação na área financeira eles não deveriam possuir tanta dificuldade em relação à inadimplência, porque a inadimplência é um fator que mostra que a empresa não possui um bom controle financeiro.

Os administradores disseram que o que consideram mais importante no controle financeiro da empresa é o movimento de caixa, venda média mensal e fluxo de caixa respectivamente.

Gráfico: Controle Financeiro

Os gestores foram perguntados se utilizam o fluxo de caixa na administração da empresa em que trabalham e 45% deles responderam que fazem uso deste instrumento e 55% responderam que não utilizam o fluxo de caixa.

Quando perguntados sobre a importância da utilização do fluxo de caixa, 60% dos administradores disseram ser muito importante, 30% disseram ser pouco importante e apenas 10% responderam que a utilização do fluxo de caixa é importante dentro de uma empresa.

A respeito dos fatores que consideram importantes para o fluxo de caixa, 3% dos entrevistados responderam que controle de compras é muito importante, seguido de contas a pagar com 20% e contas a receber com 20%.

Os administradores foram abordados sobre se a administração do fluxo de caixa interfere no desempenho financeiro da empresa e 40% deles acham que interfere, 30% acham que interfere muito e 30% disse que não interfere.

Conclusão

Os controles financeiros, principalmente o fluxo de caixa, são de extrema importância para que as empresas se mantenham no mercado. Pela pesquisa realizada menos da metade dos gestores disseram fazer uso do fluxo de caixa na administração, e grande parte deles não fizeram uso de consultoria na área financeira para organizar a empresa e acreditam que não necessitam de muita orientação nesta área.

Observa-se assim que existe pouco conhecimento na área e que estas empresas possuem grandes riscos de perder mercado para a concorrência pelo fato de não possuírem um conhecimento adequado quanto a forma de se controlar uma empresa financeiramente.

Através da pesquisa realizada conclui-se que a ausência de um adequado controle financeiro faz com que as empresas não consigam tomar decisões eficazes que gerem lucro e também não consigam se manter em situação de solvência, o que reflete em ameaça, pois não possuem condições de tomar decisões certas em relação a quaisquer variáveis e poderão deixar de ser lucrativas e perder mercado para a concorrência.

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